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Archive for the ‘Turismo’ Category

Na terra do imperador

Posted by vipbus em 28/03/2010

Trânsito engarrafado, velocidade média de 5 km/h ou menos, nenhuma vaga de estacionamento e um cheiro não muito agradável proveniente do escapamento dos “veículos”.

Estamos falando de São Paulo, certo? Não, não. Estamos falando de Petrópolis.

Olhe a foto abaixo. Não há lugar para estacionar (rs) !

"Ponto final" de charretes

São as famosas charretes (ou vitórias) de Petrópolis, que fazem um city-tour pelo centro histórico da cidade, tema dessa postagem. O preço varia de 20 a 50 reais, de acordo com roteiro. Para quem não fizer muita questão, dá para fazer o roteiro a pé também e apreciar as belíssimas construções do centro histórico.

O ponto inicial do roteiro, é claro, tem que ser o Museu Imperial, “ponto final” das charretes. Logo na entrada dos jardins do museu quem nos recebe é o próprio D. Pedro II.

Estátua de Dom Pedro II, nos jardins do Museu Imperial

O Palácio de verão de D. Pedro II, hoje MUSEU IMPERIAL, foi a residência predileta do Imperador. Sua construção, iniciada em 1845, por determinação do monarca, e às expensas de sua dotação pessoal, deu origem à cidade de Petrópolis.

Ao entrar no museu a primeira orientação ao visitante é que ele use pantufas, uma forma de preservar o piso de mármore e madeiras nobres. A segunda orientação é para deixar bolsas, mochilas, câmera fotográficas ou de vídeo no guarda-volumes. É proibido tirar fotos no interior do museu! Infelizmente…

Lá dentro, o visitante poderá ver objetos pessoais da família imperial (mobília, jóias e retratos). Mas a principal atração é, sem dúvida, a coroa imperial de Dom Pedro II.

Fachada da entrada principal do Museu

Ao lado do prédio do museu há outro local interessante: o Prédio das Viaturas. Nesse local ficam expostas várias carruagens, muitas delas utilizadas pela família imperial.

Para quem gosta de trens há um espaço reservado com fotos e uma locomotiva para relembrar a Estrada de Ferro Leopoldina. O trecho da estrada que ligava Petrópolis ao distrito de Raiz da Serra em Magé foi inaugurado em 1883 e assassinado, ou melhor, desativado em 1964.

Locomotiva da E.F. Leopoldina

Mas se você acha que basta uma visita diurna ao Museu Imperial e tudo bem, está enganado.  Visitá-lo durante à noite também é um grande atrativo.

Vista noturna da fachada da entrada principal do Museu

E se você estiver em Petrópolis entre quinta-feira e sábado, pode conferir o espetáculo Som e Luz.

Trata-se de uma superprodução que utiliza efeitos especiais de iluminação e sonorização para reviver a história de D. Pedro II. O roteiro do espetáculo começa no dia do baile das princesas, quando as irmãs Isabel e Leopoldina são apresentadas a seus futuros maridos: o conde d’Eu e o duque de Saxe. Toda a corte está subindo a serra para comparecer ao evento.

A principal atração é uma cortina d’água – posicionada estrategicamente no lado oposto à fachada do palácio – que se torna a tela em que é projetada cenas do filme que complementa o show.

Espetáculo "Som & Luz"

O show ainda reserva espaço para contar sobre a Guerra do Paraguai, a proclamação da Lei Áurea e termina com a chegada da República. Em 45 minutos, a noite de Petrópolis é iluminada pelos efeitos especiais que permitem oferecer uma das mais inesquecíveis e emocionantes aulas de história brasileira.

E por falar em história, que tal conhecer a casa do maior inventor brasileiro, Santos Dumont? Numa breve caminhada a partir do Museu Imperial, chega-se ao Museu Casa de Santos Dumont.

Projetada por  Santos Dumont, a casa, carinhosamente apelidada por ele de “A Encantada” , expõe objetos pessoais e duas de suas criações: o chuveiro e a escada que obriga a subir com um pé de cada vez. Funciona de terça a domingo.

Casa de Santos Dumont

Ali perto, em homenagem ao centenário do voo de Santos Dumont no 14 Bis, há uma réplica do avião. Atenção: a placa de trânsito informa que ali é área de manobra! Então, cuidado: o 14 Bis pode alçar voo a qulaquer momento!

Réplica do 14 Bis

E o relógio das flores informa: já está na hora de ir embora de Petrópolis!

Relógio das Flores

Obviamente, Petrópolis não é só o centro histórico. Tem mais, muito mais. Mas, para quem só tem um dia para visitar a dica é ficar hospedado em um dos pouquíssimos hotéis na região central da cidade e sair a pé para conhecer um pouco de nossa história.

Ah, sim: o preço do hotel lá é salgado!

Mais informações em : www.petropolis.rj.gov.br e www.museuimperial.gov.br

O Palácio de verão de D. Pedro II, hoje MUSEU IMPERIAL, foi a residência predileta do Imperador, onde passou os melhores momentos de sua vida. Sua construção, iniciada em 1845, por determinação do monarca, e às expensas de sua dotação pessoal, deu origem à cidade de Petrópolis. O projeto original, do major e engenheiro alemão Júlio Frederico Koeler, superintendente da Fazenda Imperial, foi seguido, após sua morte, pelos arquitetos Joaquim Cândido Guilhobel e José Maria Jacinto Rebelo. O piso do vestíbulo, em mármore de Carrara e mármore preto da Bélgica, foi colocado em 1854, destacando-se ainda os assoalhos e esquadrias em madeiras de lei, como o jacarandá, o cedro, o pau-cetim, o pau-rosa e o vinhático, procedentes das diversas províncias do Império. Os estuques das salas de jantar, de música, da sala de visitas da Imperatriz, da sala de Estado e do quarto de dormir de Suas Majestades contribuem para dar graça e beleza aos ambientes do Palácio, um dos mais importantes monumentos arquitetônicos do Brasil. Os jardins foram planejados por Jean Baptiste Binot, com a orientação do próprio Imperador, e nele se encontram ainda espécies raras da flora brasileira e estrangeira.

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As Curvas da Estrada de Santos

Posted by vipbus em 29/11/2009

Bem-vindos!

O Vipbus convida vocês a fazer um passeio muito legal a poucos minutos de São Paulo: que tal percorrer as tão famosas curvas da estrada de Santos, imortalizadas por Roberto Carlos?

Eu fiz esse caminho há poucos dias (uns 60…) e posso dizer que é muito legal! Mas tem um pequenino problema: só dá para percorrer a pé…. 😦 .
São cerca de 8 km de caminhada no trecho de serra da estrada e agora que finalmente recuperei minhas forças dessa loooooonga jornada, trago para vocês fotos e um pouco da história dessa famosa estrada que faz parte do Pólo Ecoturístico Caminhos do Mar.

História. A Caminho do Mar foi construída entre 1841 e 1846 por iniciativa do brigadeiro Rafael Tobias. Naquela época recebeu a denominação de Estrada da Maioridade, em homenagem à maioridade do imperador Dom Pedro II. Depois, com a concorrência da estrada de ferro Santos-Jundiaí, a estrada caiu em desuso e foi abandonada pelo poder público.
Em 1913, o governo concedeu a Rudge Ramos o direito de explorar a rodovia, cobrando pedágio em troca de iniciar as obras de reconstrução da rodovia.

Durante a concessão da rodovia, já em 1921, o então governador estadual Washingotn Luis determinou a construção de monumentos históricos no trecho de serra da estrada em homenagem ao centenário da independência do Brasil. Foram eles: Monumento do Pico, Pouso Paranapiacaba, Belvedere Circular, Rancho da Maioridade, Padrão do Lorena, Pontilhão da Raiz da Serra e o Cruzeiro Quinhentista.

POUSO PARANAPIACABA: ponto de parada de carros durante a viagem pelo Caminho do Mar. A palavra Paranapiacaba significa "local de onde se vê o mar".

RANCHO DA MAIORIDADE - Ponto de descanso e reabastecimento da viagem entre São Paulo e Santos. Seu nome é uma alusão à Estrada da Maioridade de 1846, em homenagem à maioridade de Dom Pedro II

PADRÃO DO LORENA - Construído em homenagem a Bernardo José Maria de Lorena, governador da capitania de São Paulo em 1790, que mandou construir a calçada que ganhou o seu nome.

Os monumentos, juntamente com a Calçada do Lorena, são tombados pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) e estão abertos à visitação.

CALÇADA DO LORENA - construída pelo governador Bernardo José de Lorena a partir de trilhas indígenas entre 1790 e 1792, e que foi o primeiro caminho pavimentado com pedras entre São Paulo e o Porto de Cubatão para o escoamento da produção de açúcar produzido nas vilas do interior

Voltando à história….

A Caminho do Mar continuou sendo a única ligação rodoviária entre Santos e São Paulo até 1947, quando foi inagurada a primeira pista Rodovia Anchieta (SP-150). E praticamente abandonada após 1953, quando foi inaugurada a segunda pista da Anchieta.

Uma nova restauração da rodovia aconteceria no final dos anos 70 sob a “batuta” de quem? Dêem uma olhada na foto de uma placa que fica no começo do trecho de serra….

SIM! FOI MALUF QUE FEZ!

Para ninguém falar que sou malufista, no final da serra também tem uma plaquinha da última restauração, em 2004. Essa é do Alckmin!

ALCKMIN TAMBÉM FEZ!

Algumas curiosidades ao longo do caminho:

– muitas vezes ouve-se falar que o Rancho da Maioridade teria sido a “Casa da Marquesa de Santos”. Essa denominação errada ocorre por causa de um filme sobre a Independência do Brasil, no qual D.Pedro II e a Marquesa de Santos aparecem no filme morando na casa. Na verdade, quando os dois se relacionaram nem o Rancho nem a Estrada Velha existiam.

– em frente ao Padrão do Lorena ainda sobrou um pouquinho do pavimento de macadame original de 1913.

Trecho com pavimento de macadame original

– no Pouso Paranapiacaba há em uma parede de azulejos  com o mapa rodoviário do estado de São Paulo em 1923.

Clique na imagem para ver mais detalhado

E, claro, não deixe de apreciar as famosas curvas da estrada de Santos!

Para ver mais fotos, clique aqui

Visitas

Para visitar o Pólo Ecoturístico Caminhos do Mar é necessário agendamento. Informações pelos telefones: (11) 3333-7666 ou (13) 3372-3307 / 3372-4114

Como chegar

de ônibus : a partir de São Bernardo do Campo, em frente ao Terminal Ferrazópolis, pegar a linha 31 – Alto da Serra. O ponto final é em frente ao portal do Pólo.

de carro: acesso pela Via Anchieta (SP-150), saída do km 29 – Riacho Grande. O portal fica no km 42 da Caminho do Mar. Estacionamento no local.

Os visitantes também podem fretar um ônibus, por conta própria, que os deixará no local, deverá descer pela Via Anchieta e aguardá-los no portal em Cubatão.

Dicas

– Não há lanchonetes no local. Leve sua comida!

– Para os marinheiros de primeira viagem, a caminhada é uma descida de 8km. Não é tão fácil quanto parece. Experiência própria (rs)

Site recomendado:

Novo Milênio ( Histórias e Lendas de Santos – As curvas da estrada de Santos ) – nesse site você conhece um pouco mais sobre a história das estradas de Santos — desde a Caminho do Mar até a Imigrantes.

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Próxima parada

Posted by vipbus em 25/11/2009

AS CURVAS DA ESTRADA DE SANTOS

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Paranapiacaba

Posted by vipbus em 13/07/2009

Vai do dia 11 a 26 Julho o IX Festival de Inverno de Paranapiacaba, agradável distrito de Santo André/SP.

Confira a programação do evento e como chegar em http://www.guiaparanapiacaba.com.br. Dentre as atrações que ainda irão se apresentar, tem Luiza Possi e Oswaldo Montenegro.

Paralelo ao festival, vale a pena conferir os atrativos dessa pequena vila que surgiu inicialmente como centro de controle operacional e residência para os funcionários da companhia inglesa de trens São Paulo Railway – estrada de ferro que possibilitava o transporte de cargas e pessoas do interior paulista para o porto de Santos, e vice-versa. Infelizmente, hoje só sobrou o transporte de cargas na linha férrea que corta a vila ao meio. Os trens de passageiros foram assassinados, quer dizer, desativados, em 2001. Só se chega à vila por ônibus ou automóvel.

Apesar disso, é sempre legal acompanhar o vai e vem dos trens de carga da MRS Logística…

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visitar o Museu Ferroviário…

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conhecer a a estação de trem desativada…

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apreciar a replica do Big Ben em meio à neblina…

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e chorar de tristeza com as carcaças de trem apodrecendo com o tempo!

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